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A IMPORTÂNCIA DAS CORES

A IMPORTÂNCIA DAS CORES

O livro que estou lendo essa semana é o “Fio a Foi – tecidos, moda e linguagem” da editora Estação das Cores e de autoria de Gilda Chataignier e um capítulo que achei bastante interessante foi “A importância das cores”, assunto fundamental no mundo da moda, pois o que seriam das nossas roupas sem as cores que as constituem, não é mesmo?

A cor é o item de maior efeito de uma roupa, é ela a nossa base para começar a pensar as coleções de moda e até para as consumidoras de moda é o primeiro pensamento quando se observa as tendências, quem nunca se perguntou “que cor está se usando agora?”, mas essas cores são cheias de significados e com muita história por trás.

“O que seriam dos tecidos se não fossem as cores? Provavelmente uma segunda pele, que aquecesse ou refrescasse – seguindo o ritmo das estações – que embelezasse ou enfeasse, que confortasse ou afligisse, mas que não tivesse nenhuma outra mensagem ligada ao deslumbramento, ao imprevisto, às emoções de diversas origens e outras mais. Em síntese, seria um tecido sem comunicação visual, mesmo que sua textura sugerisse arrepios ou provocasse um prazer íntimo”.

Classificação das cores

  1. Primárias: magenta, amarelo e azul (padrão seguido pelas artes gráficas).
  2. Secundárias ou binárias: laranja (vermelho+amarelo); violeta (azul+magenta); verde (amarelo+azul).
  3. Intermediárias (combinações entre primárias e secundárias): laranja amarelado, laranja avermelhado, violeta avermelhado, violeta azulado, verde azulado, verde amarelado.

Subdivisões

  1. Cor natural ou crua: aquela que tem a coloração da própria natureza.
  2. Cor aparente ou acidental: a que é variável, apresentada por um objeto que segue a direção da luz que o envolve ou que recebe influências das cores próximas. Na moda o caso é o tecido furta cor.
  3. Cores quentes: vermelho e amarelo e aquelas nas quais tais cores predominem na composição, como o laranja.
  4. Cores frias: azul e verde e outras que possuam tais componentes cromáticos, como o lilás azulado.
  5. Cor induzida: traduz-se pela cor acidental, variável e combinante, que se tinge de outra cor sob a influência de uma cor indutora mais forte.
  6. Cor retiniana: encontra a maior participação na retina, transmitindo sensações fortes do cérebro que a retém.
  7. Cor irisada: apresenta fulgurações análogas às cores do aspecto solar, como as asas da borboleta, a madrepérola e algumas conchas e escamas de peixe.
  8. Cor dominante: aquela que ocupa uma maior área cromática em determinado objeto ou superfície.
  9. Cor local: a que passa dentro de um conjunto de informações, tais como lugar, tempo, época e até costumes que geraram uma determinada cor. Por exemplo, as cores psicodélicas (entre as décadas de 1960 e 1970).
  10. Cor falsa: a que destoa de um conjunto cromático proporcionando desarmonia.
  11. Cor inexistente ou não cor: formada pelos entrechoques de tonalidade de uma determinada cor levados aos paroxismos causados pelos contrastes.

Um pouco de história:

“Desde a remota Antiguidade os babilônios já demonstravam um grande interesse pela questão da cor. A maior parte dos povos antigos admitia que a cor fosse à propriedade de cada objeto, tal como seu peso, suas formas ou sua rigidez. O filósofo grego Aristóteles foi um dos primeiros a perceber e a compreender, que, sem a luz, os olhos não poderiam ver a cor. O físico Isaac Newton e o literato Goethe desenvolveram teorias interessantes e complexas que se agregam a estudos mais modernos em relação às cores. Mas foi durante o renascimento que surgiram os códigos cromáticos provenientes de grandes pintores e de suas respectivas épocas. Leonardo da Vinci foi o precursor ao perceber “as famílias cromáticas”, o que permitiu abrir novos horizontes as artes pictóricas. O mestre atribui às origens dessas cores irmanadas a Mesopotâmia, ao Egito, à Grécia. O resultado era esplendoroso, como luz e sombras, contrastes, coloridos, matizes impensáveis, que, para ele, formavam um conjunto de elementos que induzem à beleza das cores e suas múltiplas aplicações. Para Da Vinci, as cores são belas quando expressam uma realidade, funcionando com a luz, sombra ou treva. E, sobre o preto, torna-se poético: “O preto é o mais belo na sombra do que a luz, porque não é cor: é a ausência da mesma. A sombra que impede de vê-lo.””

 

Para saber mais:

Fio a Fio: Tecidos, Moda e Linguagem

Editora: Estação das Letras

Autor: GILDA CHATAIGNIER

Bjs

@MainaPrates

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