

O livro que estou lendo essa semana é o “Fio a Foi – tecidos, moda e linguagem” da editora Estação das Cores e de autoria de Gilda Chataignier e um capítulo que achei bastante interessante foi “A importância das cores”, assunto fundamental no mundo da moda, pois o que seriam das nossas roupas sem as cores que as constituem, não é mesmo?
A cor é o item de maior efeito de uma roupa, é ela a nossa base para começar a pensar as coleções de moda e até para as consumidoras de moda é o primeiro pensamento quando se observa as tendências, quem nunca se perguntou “que cor está se usando agora?”, mas essas cores são cheias de significados e com muita história por trás.
“O que seriam dos tecidos se não fossem as cores? Provavelmente uma segunda pele, que aquecesse ou refrescasse – seguindo o ritmo das estações – que embelezasse ou enfeasse, que confortasse ou afligisse, mas que não tivesse nenhuma outra mensagem ligada ao deslumbramento, ao imprevisto, às emoções de diversas origens e outras mais. Em síntese, seria um tecido sem comunicação visual, mesmo que sua textura sugerisse arrepios ou provocasse um prazer íntimo”.
Classificação das cores
Subdivisões
Um pouco de história:
“Desde a remota Antiguidade os babilônios já demonstravam um grande interesse pela questão da cor. A maior parte dos povos antigos admitia que a cor fosse à propriedade de cada objeto, tal como seu peso, suas formas ou sua rigidez. O filósofo grego Aristóteles foi um dos primeiros a perceber e a compreender, que, sem a luz, os olhos não poderiam ver a cor. O físico Isaac Newton e o literato Goethe desenvolveram teorias interessantes e complexas que se agregam a estudos mais modernos em relação às cores. Mas foi durante o renascimento que surgiram os códigos cromáticos provenientes de grandes pintores e de suas respectivas épocas. Leonardo da Vinci foi o precursor ao perceber “as famílias cromáticas”, o que permitiu abrir novos horizontes as artes pictóricas. O mestre atribui às origens dessas cores irmanadas a Mesopotâmia, ao Egito, à Grécia. O resultado era esplendoroso, como luz e sombras, contrastes, coloridos, matizes impensáveis, que, para ele, formavam um conjunto de elementos que induzem à beleza das cores e suas múltiplas aplicações. Para Da Vinci, as cores são belas quando expressam uma realidade, funcionando com a luz, sombra ou treva. E, sobre o preto, torna-se poético: “O preto é o mais belo na sombra do que a luz, porque não é cor: é a ausência da mesma. A sombra que impede de vê-lo.””
Para saber mais:
Fio a Fio: Tecidos, Moda e Linguagem
Editora: Estação das Letras
Autor: GILDA CHATAIGNIER
Bjs
@MainaPrates