
Se o verão da Chanel trouxe um frescor geral, repleto de flores, brancos deliciosos e rendas bem trabalhadas, a maquiagem foi de caminho inverso, trazendo dramaticidade e um lado gótico espalhafatoso. Parece que nessa temporada Couture o quesito beleza tomou proporções maiores, chegando a ofuscar, em alguns casos, até os próprios vestidos, que deveriam ser os astros do show. Peter Phillips, diretor global de maquiagem da marca, conseguiu esse feito, pelo menos na minha visão, consegui focar muito mais na beleza do que nas próprias roupas, principalmente nos adornos de cabeça.
Para montar toda a bagunça fashion, Peter e sua equipe bem estruturada usaram delineadores ultra black, cílios postiços pigmento grafite (para intensificar esse tom final), renda decorativa e um esfumado sensacional para finalizar, espalhando drasticamente todo o preto como se fosse um daqueles dias em que se dorme de maquiagem e acorda com os olhos todos borrados, coisa meio Ke$ha! kkkkk Nós achamos um luxo, principalmente pensando em adaptar para a night, dá pra fazer isso retirando o excesso nas pontas, organizando essa baguncinha e viagra without prescription mantendo a pele perfeita como foi reproduzida no desfile. O batom para amenizar a situação é bem suave, junto com os looks, eles constrastam o ladylike ao agressivo/punk dos olhar marcante.
Mas a maior espera do desfile é o esmalte, nem que seja para copiar seguidamente. Felizmente nessa temporada vimos uma cor novinha, bem parecida com uma já vista por aqui (falamos dele aqui ó) . O esmalte Emprise é edição limitada, um tom super soft usada no mesmo esquema da maquiagem, tudo para contrastar. Em lojas gringas ele já está a venda, mas ainda sem previsão para a loja online da Maison aqui no Brasil. De qualquer jeito, a gente não pode deixar de mostrar ele aplicadinho e lindo nas unhas.
Segunda feira sempre tem aquele ar de "ai, tem mesmo que começar a semana?", mas dessa vez a gente prezou veemente por esse início. Logo ontem (nosso dia de folga), a semana de Alta Costura deu seu start lá em Paris, transformando nossos olhinhos e mentes em um mar de sonhos bem produzidos.
Nada melhor do que a Dior para levantar o astral e propor um frescor de teatralidade, ao comando de Raf Simons em sua segunda coleção Couture para a maison. Lembram que no primeiro desfile um mar de rosas dominou desde o cenário construído, pulando até as roupas? Raf deu continuidade a essa estética, reservado apenas o verde dos arbustos, que encheram de vidas a tenda erguida sobre
o Jardin des Tuileries. Pulando a cenografia lindona, vamos pro que interessa: ROUPAS!
Infelizmente não pararemos de reclamar a falta que Galliano faz, mesmo com seu retorno quase anunciado, mas sentimos ainda a a ausência de uma produção um tanto mais elaborada, porque como todos sabem "Alta Costura é sonho, ideia, coisas fora da nossa realidade", e lamentavelmente não vimos o bastante disso (Saudades Galliano e Lacroix <3).
Na passarela branca quase todos os looks eram continuações da temporada passada, desde os terninhos secos (total black e must have+inspiração) até os vestidos volumosos, com aplicações em temática floral que deram o que falar —a gente adorou a colocação deles em pontos certeiros, em meio à transparências e formas deluxe, trabalho majestoso. A cintura marcada e o quadril evidenciado são alastrados por toda a coleção, na maioria dos looks, relembrando a silhueta que fez sucesso no new look criado por Christian Dior. Outra tendência que já podemos captar para o pret-a-porter, ready-to-wear, tanto faz, são os visuais monocromáticos de corte perfeito (o verde e o laranja são os da vez). Também não podemos esquecer do estilo cropped, porque até em coleção de Raf a barriguinha do lado de fora aparece, nem que seja por um só look (dramático por sinal). Totalmente diferente do que a cliente Dior era acostumada, é uma nova era ainda em expansão.
Pulando diretamente das roupas para a parte um tanto quanto importante do show. A maquiagem foi o ponto alto (na minha humilde opinião) dentre todos os outros momentos. Assim que o desfile começou e todos os bloggers viram os lábios cravejados e bem trabalhados ,chamados orginalmente de rhinestone lips, técnica comumente usada por rappers femininas em seus opulentos vídeos (também capa da Bazaar em Dezembro 2010 e por Jennifez Lopez em seu vídeo Goin' In), o mundo das makes foi a loucura! No instagram não paravam de aparecer imagens deles, perdi a conta. O efeito nos lábios é sensacional, fantasioso e desejável! Pelo menos isso pra conseguir atiçar a fantasia geral com a Alta Costura.
Já estamos esperando os próximos passos, oops, os próximos desfiles, para continuar viajando nesse mundo caro e sem limites que é a Alta Costura (Chanel tá quaaase ai).
Passou semana de Alta Costura+semana de moda masculina e o que mais rolou nas ruas de Paris foram looks inspiradores. Desde editoras, modelos, buyers até meros mortais. Todo mundo muito impecável, teatralmente montados como manda a dança pelo velho continente. A gente super percebeu que o choque de cores ainda rola bastante (principalmente se forem usados com o tão limpinho branco), a combinação digna de Chanel (preto+branco) ainda rendem pencas de looks primorosos (desde conjuntos até vestidos esvoaçantes) e os florais de todas as maneiras (gigantes, mínimos,digitais e de formas assimétricas). Confere aqui com a gente os mais legais!
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Qual o preferido de vocês?
A primeira lembrança que tive ao ver o desfile do Giambattista Valli foi imediatamente do desfile antiguinho da Balenciaga (acho que verão 2008) onde as flores extravagante surgiram criando um boom tão grande, que diversas revistas incorporaram aos editoriais e as escolhas mensais. Acho eu que depois desse boom, as flores se popularizam em meio a umka multidãod e outras coisas. Já nessa temporada, Valli resolveu reviver essa atmosfera que parece um jardim, mas mudando essa agressivadade que tanto a gente viu em Jil Sander e outras maisons. Tdudo é muito bem feito, logo ele que é o rei da peruagem totaaal! Nessa brincadeira de cuidar de flores/rosas a lá jardineiro, foram criadas peças incríveis, que variam de volumes em diversos pontos do corpo. Pepluum, acessórios barrocos, tudo extremamente incrível e pronto pra usar! PADRONAGEM <3!
Os detalhes são incríveis!!! Tem borboletas sendo servidas como broches, telas beeem a cara de qualquer viúva chic e todo um glitter por todo o olhar, para brilhar onde estiver.
Tenho certeza que se Chanel ainda estivesse viva por essas "bandas" ela adoraria abusar dos laços, principalmente dos de Seda, que transmitem uma suuper leveza, coisa que só Deus duvida! Para aproveitar esse revival de Coco, Karl resolveu trazer uma coleção um tanto senhorinha, meio "mamãe, sou direita". Aparecem novamente os tweeds abençoados, que são produzidos a cada estação com materiais adicionais, cores e texturas promovendo nem que seja, um mix simbólico de mundos.
Para as meninas que pretendem arrasar na tendência, é só correr na loja e garantir a sua! A Riachuelo tem ótimas opções. Agora só falta o tweed nosso de cada dia (ou até uma little black jack servia! Hahahaha